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Informativo
O Treinamento e a Gestão

A Falta de estrutura no desenvolvimento do sistema de segurança gera continuidade das perdas

CASE 1
Uma empresa fornecedora de equipamentos de segurança foi contratada para implantar dispositivos em uma indústria. Na prestação do serviço foi incluída a elaboração de um projeto para instalação de câmeras e outros equipamentos. O projetista não considerou nem analisou as ocorrências anteriores que levaram a diretoria a investir no sistema. Conseqüência: Mesmo com o CFTV e os demais dispositivos, os furtos internos, que provocaram o investimento, continuaram a ocorrer.

CASE 2
A alta direção da empresa decidiu pela implantação de um CFTV com o intuito de evitar a ocorrência de furtos internos. Seguindo a orientação de um funcionário, foram instaladas duas câmeras domo sem a cúpula de proteção. Os furtos continuaram a ocorrer. Após o desenvolvimento de uma investigação foi identificado o autor dos furtos. Na entrevista do funcionário foi obtida a informação que permitiu identificar a falha do sistema de monitoramento: o funcionário observou o movimento das câmeras e sincronizou sua passagem, ação esta que burlou a eficiência do sistema.

Um sistema de segurança não pode se amparar apenas na implantação de câmeras, sensores e ou na colocação de pessoas. A definição do sistema ideal tramita pela adequação dos componentes básicos [1] e na interface entre os sistemas [2].

Neste sentido, por exemplo, o sistema de monitoramento – CFTV – deve possuir interface com o sistema de detecção e alarme. A tecnologia empregada no sistema de segurança, como um todo, deve ser capaz de suprir postos de segurança (o número de pessoas envolvidas com a segurança deve estar adequado aos recursos materiais existentes) e, ao mesmo tempo, aumentar o nível de segurança da empresa.

No momento da definição do sistema ideal é necessário analisar as ocorrências anteriores. Com base nelas o projetista poderá estabelecer medidas compatíveis com a relação custo x benefício no investimento. A análise das ameaças existentes deverá influir de forma decisiva no investimento que será despendido pela empresa.

Não basta definir a quantidade de recursos materiais, deve-se considerar o posicionamento desses recursos (estratégia). Um exemplo simples: em um prédio, em vez de colocar câmeras na escada de circulação, no mínimo uma para cada acesso, foram instalados sensores de detecção de presença com interface com a câmera que monitora o hall de acesso ao andar, permitindo que a segurança monitorasse o deslocamento de pessoas por esses locais, com redução do investimento.

A utilização de câmera domo implica, em regra, na existência de um operador para manter a observação do local em tempo real. Se o objetivo é apenas registrar as imagens para uma posterior conferência, é preferível utilizar câmeras fixas. O custo x benefício apresenta melhor relação.

As câmeras devem possuir cúpula de proteção para evitar que se observe o seu direcionamento, aumentando assim o fator de inibição para a prática de delitos.

O desenvolvimento de projetos por fornecedores de equipamentos, na maioria dos resultados constatados na prática, compromete a efetividade do sistema de segurança, em razão de limitações no que tange à estratégia a ser utilizada, nas limitações de tecnologia dos equipamentos e, por vezes, no dimensionamento da quantidade necessária de recursos. Em todas as hipóteses, existe perda de investimento e minimização dos resultados que poderiam ser obtidos em razão da implantação do sistema de segurança.

A utilização de assessoria externa para detecção de falhas no sistema de segurança e a conseqüente correção trazem, para as soluções adotadas, a expertise de profissionais que tratam de segurança no dia-a-dia.
As empresas investem na melhoria e na agregação de tecnologia aos seus produtos, mas muitos administradores se esquecem de que a ausência de segurança pode gerar grandes prejuízos aos seus negócios, que não se resumem ao valor dos bens subtraídos, pois a insegurança influencia a atividade produtiva de seus colaboradores.

Concluindo, a existência de um sistema de segurança exige investimento inicial em análise das ameaças existentes para se definir a estratégia e a quantidade de meios que serão disponibilizados, de modo que se possa, ao final, colher os frutos de sua eficiência, eficácia e efetividade.

[1] Componentes básicos do sistema de segurança são: os colaboradores envolvidos com a atividade de segurança; a gestão (política, norma, procedimentos, planos de contingência, treinamento, entre outros); e os recursos materiais.

[2] Sistemas de Segurança: de proteção física; de iluminação; de controle de acesso; alarmes contra intrusão, detecção de presença e pânico; de observação e registro de imagens (CFTV); de energia; de controle das atividades de segurança; de proteção contra incêndio; Central de Controle e Operações de Segurança; de comunicação de voz e comunicação visual; entre outros.

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